Prefeituras do RS aderem a programa que quer reduzir índices de infecções sexualmente transmissíveis

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Municípios gaúchos começaram a assinar a adesão ao programa Geração Consciente, que tem o objetivo de reduzir os índices de infecções sexualmente transmissíveis (IST) entre a população jovem no Rio Grande do Sul. A iniciativa é fruto do projeto “Tecnologias sociais inovadoras de educação e saúde para a prevenção das IST e aids em jovens”, lançado pelo governo do Estado e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, no início de 2020. Em razão da pandemia, a licitação do programa e o desenho metodológico só se concretizaram no ano seguinte.

Segundo o governo gaúcho, em 2022, com a elaboração dos recursos pedagógicos e o início da adesão dos municípios, o projeto entra em fase de execução. O Geração Consciente consiste em um jogo cultural e educativo entre escolas da rede pública de ensino em 21 cidades prioritárias. Os municípios aptos a participar já estavam integrados ao programa RS Seguro no momento do lançamento do projeto em 2020, tendo em vista os indicadores de violência e vulnerabilidade social, além de três cidades de fronteira, que juntas, detêm as maiores taxas de infecção de HIV/aids no RS.

Uma cerimônia realizada nesta quarta-feira com a presença do governador Ranolfo Vieira Júnior, no Palácio Piratini, marcou a assinatura dos primeiros termos. O prefeito de Sapucaia do Sul, Volmir Rodrigues, participou do ato de adesão ao programa. Também firmaram o compromisso, na ocasião, autoridades de Capão da Canoa e Novo Hamburgo. A Prefeitura de Pelotas informou que o termo será enviado ao município para assinatura e que a ação vai integrar o Pacto Pelotas pela Paz. Na cidade, serão 18 instituições participantes, sendo 11 municipais. O vice-prefeito Idemar Barz participou da cerimônia.

O programa Geração Consciente prevê atividades durante o ano letivo para tratar sobre temas de saúde e prevenção das IST. Entre os assuntos que serão abordados com os cerca de 35 mil adolescentes que devem participar do projeto, estão aprendizagem socioemocional, saúde sexual e reprodutiva, uso abusivo de álcool e outras drogas, diversidade, estigma e discriminação, violência, bullying e planejamento de vida.

A metodologia é baseada em técnicas de “gameficação”, transformando os assuntos em jogos, no qual cada atividade valerá pontos. Ao final do ano, as cinco escolas com maior pontuação receberão prêmios destinados aos alunos e professores e participarão de uma final em forma de programa de auditório. “Mais que formação de conhecimento, esse projeto promove uma formação para a vida para os adolescentes participantes”, disse a secretária da Saúde, Arita Bergmann. “É fundamental criar espaços para a juventude realizar seus sonhos.”

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