AÉCIO É AFASTADO DO SENADO E É ALVO DE OPERAÇÃO DA PF

Aesio

Agentes da Polícia Federal vasculham desde cedo imóveis do senador Aécio Neves (PSDB/MG), no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, em busca de provas que possam incriminá-lo no âmbito da Operação Lava Jato. O presidente do PSDB foi acusado pelo dono do grupo JBS Joesley Batista de lhe pedir dinheiro em meio às investigações da Operação Lava-Jato. O valor de R$ 2 milhões foi rastreado e chegou ao senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

O Supremo Tribunal Federal aceitou o pedido, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), para afastar dos mandatos Aécio e o deputado deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que teria sido indicado pelo presidente Michel Temer para resolver uma pendência da empresa no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Andreia Neves, irmã de Aécio, e Altair Alves, ligado ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também são alvo da operação. Ela foi presa na manhã desta quinta-feira (18) na capital mineira. A operação seria um desdobramento da delação do dono do grupo JBS Joesley Batista, que entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) gravação do senador pedindo a ele R$ 2 milhões. O dinheiro seria usado para pagar despesas com sua defesa na Operação Lava Jato. O encontro entre o executivo e Aécio teria ocorrido em 24 de março, em um hotel em São Paulo.

Em nota, a assessoria do senador disse que ele está “absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.