LULA: “QUEM ACHA QUE É O FIM DO LULA VAI QUEBRAR A CARA”

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Condenado nesta quarta-feira (12) a 9 anos e meio pelo juiz Sergio Moro por corrupção no caso triplex, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso nesta quinta-feira (13) a correligionários do PT e filmado pela emissora do partido, a TVT, em São Paulo. O líder petista falou sobre a sentença do juiz federal e se disse candidato à presidência da República em 2018.

“Quem acha que é o fim do Lula vai quebrar a cara”, ressaltou Lula, num discurso inflamado e repleto de críticas ao processo criminal que tramitou na Justiça Federal de Curitiba. “Se alguém pensa que com essa sentença me tiraram do jogo, pode saber que eu estou no jogo”, disse o ex-presidente.

É a primeira vez na história que um ocupante da Presidência é condenado por um crime comum no Brasil. A sentença foi publicada nesta quarta-feira (12) e permite que o petista recorra em liberdade.

Na sentença, de 218 páginas, o juiz Moro resume as acusações que pesam contra Lula, relata os argumentos da defesa e analisa as provas documentais, periciais e testemunhais.

A COLETIVA

Ele começou a falar às 12h02 e discursou durante meia hora. Moro condenou Lula pela ocultação da propriedade de uma cobertura triplex em Guarujá, no litoral paulista, que teria sido recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras.

Estavam no local da coletiva o ex-presidente do PT Rui Falcão, os ex-ministros Jacques Wagner e Miguel Rosseto, os deputados Carlos Zarattini, Jandira Feghalli e José Guimarães, e os advogados de Lula, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin e Valesca Teixeira.

OUTROS PROCESSOS

O ex-presidente é réu em outras duas ações da Lava Jato: uma ligada à Operação Janus, que trata de contratos no BNDES, e outra relacionada à Operação Zelotes, que apura venda de medidas provisórias.

Lula também foi denunciado no caso envolvendo o sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, no âmbito da Lava Jato. Ele é alvo ainda de dois inquéritos na Lava Jato: um sobre a formação de organização criminosa para fraudar a Petrobras, e outro sobre obstrução das investigações ao tomar posse como ministro de Dilma. Na Zelotes, ele é investigado em inquérito sobre a edição da medida provisória 471, que criou o Refis.

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