31 de janeiro de 2026

Volume de transações via Pix se recompõe após revogações de norma

pix

ECONOMIA | Após queda impulsionada por desinformação, volume de transferências volta a se aproximar da média histórica.

O volume de transações via Pix começa a se recuperar após a onda de desinformação sobre uma suposta taxação do sistema. Entre os dias 16 e 27 de janeiro, o total de transferências atingiu 1,923 bilhão, um leve aumento de 0,24% em relação ao mesmo período de novembro. Os dados são do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central (BC).

O levantamento abrange o intervalo que se seguiu à revogação da norma que modernizava a fiscalização do Pix e outras transferências financeiras, até segunda-feira (27). A decisão da Receita Federal de cancelar a instrução normativa se deu após um aumento de fraudes e crimes à ordem econômica, incluindo falsos boletos de cobrança de impostos e práticas abusivas, como diferenciação de preços entre pagamentos via Pix e outros métodos.

Apesar da leve recuperação, o volume de transações via Pix caiu 13,1% entre os dias 16 e 27 de janeiro na comparação com dezembro. O último mês do ano, contudo, é atipicamente aquecido por conta do pagamento do décimo terceiro salário, compras natalinas e férias, o que torna a análise comparativa com novembro mais adequada.

A disseminação de fake news sobre uma suposta tributação do Pix teve um impacto significativo nas transações na primeira quinzena de janeiro, com uma queda de 13,4% em relação a dezembro e de 6,7% em relação ao mesmo período de novembro. Entre os dias 1º e 14 de janeiro, a retração foi ainda maior, chegando a 15,7% comparado a dezembro e 7,9% em relação a novembro.

Diante da situação, o governo federal editou uma medida provisória reforçando a isenção de impostos e o sigilo bancário sobre o Pix, além de proibir a cobrança de preços diferenciados no comércio para transações via o sistema de pagamento instantâneo. A Receita Federal havia esclarecido anteriormente que a norma revogada não implicava em tributação, mas a pressão causada pela proliferação de desinformação levou ao cancelamento das novas regras.

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