Prévia da Inflação de Março Aponta Alta de 0,64%, Influenciada por Alimentação e Transportes
ECONOMIA | A alta de março foi puxada principalmente pelos preços da alimentação e combustíveis, que tiveram grandes variações e influenciaram diretamente o índice de inflação.
A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,64% em março, marcando uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando o índice subiu 1,23%. Os principais responsáveis por essa variação foram os grupos de Alimentação e Bebidas, que subiram 1,09%, e Transportes, com alta de 0,92%. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por cerca de 2/3 do impacto no índice geral.
No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 ficou em 5,26%, enquanto o IPCA-E, que mede o índice trimestralmente, alcançou 1,99% entre janeiro e março. Em março de 2024, o IPCA-15 havia registrado uma variação de 0,36%.
Alimentos e Combustíveis Puxam Alta
O grupo de Alimentação e Bebidas foi o que apresentou a maior variação em março, com destaque para a aceleração nos preços dos alimentos no domicílio, que passaram de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Os itens que mais impactaram essa variação foram o ovo de galinha (19,44%), o tomate (12,57%), o café moído (8,53%) e as frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio também teve uma leve aceleração, passando de 0,56% para 0,66%.
Os Transportes, por sua vez, exerceram forte influência sobre o índice, com alta de 0,92%, impactada principalmente pelos combustíveis. O preço do óleo diesel subiu 2,77%, o etanol aumentou 2,17%, e a gasolina teve alta de 1,83%, sendo o item de maior impacto no mês, com contribuição de 0,10 p.p. no índice geral. O trem também teve aumento de 1,90%, em função do reajuste nas tarifas de transporte no Rio de Janeiro.
Reajustes em Habitação e Despesas Pessoais
O grupo Habitação desacelerou consideravelmente, passando de uma variação de 4,34% em fevereiro para 0,37% em março. A queda foi principalmente devido à redução na alíquota do PIS/Cofins, que impactou positivamente as tarifas de energia elétrica. O preço do gás encanado também teve uma redução, com destaque para os reajustes tarifários nos meses anteriores.
Outros grupos que registraram variação positiva foram: Despesas Pessoais (0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,35%), Comunicação (0,32%), Vestuário (0,28%), Educação (0,07%) e Artigos de Residência (0,03%).
O resultado de março confirma a continuidade da pressão sobre a inflação, com destaque para os alimentos e combustíveis, refletindo o impacto dos reajustes e da alta nos custos de produção e transporte. A evolução desses itens será um dos fatores-chave a ser monitorado para o comportamento da inflação nos próximos meses.

