31 de janeiro de 2026

Anvisa alerta sobre riscos à saúde em alisantes capilares com formol e ácido glioxílico

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Os profissionais devem utilizar apenas produtos regularizados e devem recusar o uso de substâncias proibidas | Foto: Pexels

SAÚDE | Uso de substâncias proibidas pode causar danos respiratórios e irreversíveis aos cabelos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta segunda-feira (7) um informe de segurança sobre os perigos associados ao uso de alisantes capilares que contenham substâncias proibidas, como o formol (formaldeído) e o ácido glioxílico. A agência reforça que o uso irregular desses compostos representa sérios riscos à saúde dos consumidores e profissionais da beleza.

Segundo o documento, os produtos com essas substâncias podem provocar irritações na pele, problemas respiratórios e até danos permanentes à estrutura capilar. A Anvisa lembra que o formol só é permitido em cosméticos no Brasil como conservante, em concentração máxima de 0,2%, ou como endurecedor de unhas, até 5%. Seu uso como alisante é expressamente proibido.

O informe também chama atenção para o ácido glioxílico, que, embora muitas vezes utilizado como alternativa ao formol, também é vetado para alisamento capilar. “O aquecimento dessa substância pode gerar reações químicas perigosas, principalmente quando combinada com outros procedimentos, como descoloração”, alerta a Anvisa.

Recomendações para consumidores e profissionais

A agência orienta que os consumidores:

  • verifiquem se o produto é regularizado na Anvisa;
  • evitem produtos sem rótulo, de procedência duvidosa ou com promessas milagrosas;
  • sigam corretamente as instruções de uso;
  • interrompam imediatamente o uso ao perceberem sinais como coceira, ardência ou falta de ar.

Para os profissionais de salões de beleza, a Anvisa recomenda o uso exclusivo de produtos registrados e a recusa do uso de substâncias proibidas, mesmo quando solicitadas pelos clientes. Também reforça a importância do uso de equipamentos de proteção individual e da manutenção de ambientes ventilados durante os procedimentos.

Além disso, a Anvisa lembra que a adição clandestina de formol em cosméticos é considerada uma infração sanitária grave e pode configurar crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal.

Por fim, a agência reforça que o monitoramento pós-comercialização dos cosméticos é essencial para garantir a segurança dos consumidores e prevenir riscos à saúde pública.

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