30 de janeiro de 2026

Trabalhadores que ganham R$ 5 mil serão os maiores beneficiados com mudança no Imposto de Renda

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Economia anual pode chegar a R$ 4 mil por contribuinte; projeto tramita em regime de urgência na Câmara

Os trabalhadores com carteira assinada que recebem R$ 5 mil por mês estão entre os principais beneficiados pela proposta de mudança na cobrança do Imposto de Renda (IR) que tramita no Congresso Nacional. Segundo cálculos do diretor tributário da Confirp Contabilidade, Welinton Mota, a alteração permitirá uma economia de cerca de R$ 313 mensais no desconto em folha, o que representa R$ 4.067 ao longo de um ano, considerando o 13º salário.

“É quase um salário a mais por ano. A partir desse patamar, devido à progressividade do imposto, o benefício vai diminuindo até rendimentos de R$ 7.350. Acima disso, não haverá alteração. Quem recebe R$ 4 mil, por exemplo, terá ganho proporcional menor, em torno de 37% de um salário anual”, explicou Mota.

A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para acelerar a votação do projeto, que já passou por uma comissão especial e agora pode ser apreciado diretamente no plenário. A proposta estabelece um desconto variável que zera a cobrança do IR para rendas de até R$ 5 mil mensais.

O benefício será gradualmente reduzido entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, segundo o governo, ou até R$ 7,35 mil, conforme a versão do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Acima desses valores, não haverá redução. Lira afirmou que a medida beneficiará 500 mil brasileiros e busca assegurar a “neutralidade” fiscal da proposta.

Se aprovada, a mudança poderá entrar em vigor já em 2026, ano eleitoral. O Ministério da Fazenda calcula que 10 milhões de contribuintes deixarão de pagar IR, ampliando o número de isentos para mais de 26 milhões — cerca de 65% dos declarantes. No total, 87% da população brasileira ficaria livre da cobrança do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A medida também prevê isenção parcial para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Para compensar a queda de arrecadação, o governo pretende tributar os chamados “super ricos” — contribuintes com ganhos acima de R$ 50 mil mensais (equivalente a R$ 600 mil anuais).

O texto ainda define um limite para a taxação de dividendos de pessoas físicas e empresas: a cobrança não poderá ultrapassar 34% para companhias e 45% no caso das instituições financeiras.

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