2 de fevereiro de 2026

Conta de luz ficará mais cara a partir deste mês, com bandeira vermelha no Governo Lula

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Pela primeira vez em mais de três anos, foi ativada a bandeira vermelha patamar 2. O anúncio, feito nesta sexta-feira (30/8), indica que em setembro os custos de geração de energia elétrica serão mais altos, com um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.


A bandeira vermelha patamar 2 foi acionada devido à previsão de chuvas abaixo da média para setembro, o que resulta em uma expectativa de afluência nos reservatórios das hidrelétricas em cerca de 50% abaixo da média. Esse cenário de baixa precipitação, aliado a temperaturas acima da média histórica em todo o país, exige maior operação das termelétricas, cuja energia é mais cara que a das hidrelétricas. Portanto, os fatores que motivaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2 foram o risco hidrológico (GSF) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD).


Desde agosto de 2021, a bandeira vermelha patamar 2 não era ativada. A partir de abril de 2022, uma sequência de bandeiras verdes foi observada, sendo interrompida apenas em julho de 2024, com a bandeira amarela, seguida por uma bandeira verde em agosto.


O sistema de bandeiras tarifárias permite ao consumidor fazer escolhas de consumo que ajudam a reduzir os custos operacionais do sistema, diminuindo a necessidade de acionar termelétricas. Antes desse sistema, o repasse desses custos era feito apenas nos reajustes tarifários anuais, o que impedia o consumidor de ter uma noção imediata do aumento dos custos e de reagir a eles.


Com as bandeiras tarifárias, o consumidor desempenha um papel mais ativo na gestão da sua conta de energia. Ao saber do custo adicional antes do início do mês, ele pode ajustar seu consumo para minimizar o impacto financeiro.


O acionamento da bandeira vermelha patamar 2 exige atenção redobrada ao uso consciente de energia elétrica. É recomendado utilizar a energia de maneira eficiente e evitar desperdícios, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade do setor elétrico. A economia de energia é crucial para a preservação dos recursos naturais.


Criado pela ANEEL em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, levando em conta a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o uso de fontes mais caras, como as termelétricas.

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