1 de fevereiro de 2026

Crise entre Grêmio e gestora da Arena gera corte de acessos e embate jurídico

arena do grêmio

GRÊMIO | Impasse envolve dívida de R$ 130 milhões com a OAS e restrições operacionais em dias de jogo

O conflito entre o Grêmio e a Arena Porto-Alegrense, administradora do estádio do clube e ligada à empresa Metha (antiga OAS), ganhou novos contornos nesta semana. Em retaliação ao fato de o clube tricolor estar compensando créditos que tem a receber com a dívida de R$ 130 milhões — e, por isso, não estar pagando as prestações mensais de R$ 2 milhões —, a gestora decidiu restringir todo e qualquer acesso ao estádio que não esteja expressamente previsto em contrato.

A medida afeta diretamente a operação do clube nos dias de jogos. Funcionários que atuam nos camarotes, por exemplo, ficarão de fora. A comissão técnica e os analistas de desempenho do futebol profissional também não terão mais espaço reservado nas áreas internas da Arena e, segundo fontes ligadas à diretoria, precisarão ser acomodados na tribuna presidencial — local que, por obrigação contratual, deve permanecer à disposição do Grêmio.

O corte de acessos é a mais recente escalada da disputa judicial entre o clube e a administradora. A Metha teria tentado barrar a compensação de valores por meio de cinco ações judiciais — e saiu derrotada em todas. Desde dezembro de 2024, o Grêmio tem utilizado o valor mensal de R$ 2 milhões, referente à migração de sócios da antiga gestão do estádio, como forma de compensar os créditos devidos. O montante original, de R$ 130 milhões, é corrigido pela taxa SELIC acrescida de 1% ao mês.

O imbróglio revela o desgaste profundo entre as partes e acende o alerta para possíveis novos episódios de judicialização e impacto direto no desempenho esportivo e administrativo do clube.

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