POLÍTICA | Governador gaúcho busca consolidar candidatura pelo PSD com discurso de alternativa à polarização
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), desembarcou nesta quarta-feira (25) em São Paulo para dar início a uma série de articulações políticas com foco na disputa pela Presidência da República nas eleições de outubro.
A movimentação ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de concorrer à indicação do PSD. Com o cenário aberto dentro da sigla, Leite confirmou reunião com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, para apresentar o que definiu como um “projeto eleitoral alternativo ao medo”.
Durante o desembarque na capital paulista, o governador defendeu a necessidade de uma candidatura que rompa com a polarização política nacional. Segundo ele, grande parte do eleitorado brasileiro não se identifica plenamente com os principais nomes colocados até o momento.
“As pessoas não estão divididas entre duas candidaturas com entusiasmo. Boa parte dos brasileiros está dividida entre dois medos: o medo de que Lula permaneça e o medo de que Bolsonaro volte. Não podemos desperdiçar uma oportunidade eleitoral votando apenas por receio. É preciso votar com esperança”, afirmou.
Leite também destacou que está disposto a liderar um novo projeto político nacional, mesmo diante de um cenário que classificou como complexo. “Estou muito animado com a perspectiva de ajudar a redesenhar o destino político do Brasil”, declarou.
Sem plano B eleitoral
O governador foi enfático ao descartar a possibilidade de integrar chapas como candidato a vice-presidente, independentemente de quem venha a ser escolhido pelo PSD. Também rejeitou uma eventual candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Sul.
“Não estou discutindo ser vice, nem alternativa de Senado. Minha intenção é liderar um projeto. Tenho convicção de que, se tivermos a oportunidade de disputar, podemos vencer a eleição”, afirmou.
Caso não seja escolhido como candidato do partido à Presidência, Leite garantiu que permanecerá no cargo de governador até o fim do mandato.