2 de fevereiro de 2026

Governo torna gratuito o Programa Farmácia Popular e amplia cobertura

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SAÚDE | Ministra Nísia Trindade anunciou a medida durante o Encontro Nacional de Prefeitos, em Brasília

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quinta-feira (13) a total gratuidade do Programa Farmácia Popular. Durante o Encontro Nacional de Prefeitos, realizado em Brasília, ela explicou que os 41 itens do programa passarão a ser distribuídos de graça nas farmácias credenciadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida beneficia toda a população brasileira e proporcionará um alívio financeiro imediato para mais de um milhão de pessoas por ano, que antes arcavam com parte dos custos. As fraldas geriátricas, por exemplo, passam a ser fornecidas gratuitamente para o público elegível, como idosos com 60 anos ou mais.

“Tivemos mais de 24 milhões de pessoas beneficiadas em 2024 e vamos aumentar ainda mais esse alcance, principalmente nas áreas mais remotas do país”, destacou a ministra.

Expansão do programa

A ministra também anunciou a ampliação do credenciamento do programa para 758 cidades que ainda não contavam com a iniciativa. A meta do governo é levar o Farmácia Popular para todos os municípios. Atualmente, o programa está presente em 4.812 cidades, abrangendo 97% da população e com mais de 31 mil farmácias credenciadas. Criado em 2004, o Farmácia Popular tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos essenciais para doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

Combate à dengue

Durante o evento, Nísia Trindade também alertou sobre a importância da atuação municipal no combate à dengue. Segundo a ministra, as prefeituras são “atores principais” na prevenção da doença, por meio de iniciativas como limpeza urbana e eliminação de focos de água parada, que representam 75% dos criadouros do mosquito transmissor.

A ministra destacou que, apesar da redução de 60% nos casos de dengue em relação a 2024, o ano passado registrou um recorde de 6,5 milhões de casos da doença. Ela atribuiu o aumento às mudanças climáticas e à circulação do sorotipo 3 da dengue, considerado mais perigoso por seu potencial de causar formas graves da doença.

“Há muitas regiões do Brasil que nos preocupam, como alguns municípios de São Paulo, onde estamos apoiando as prefeituras, como é o caso de São José do Rio Preto”, afirmou.

Vacina contra a dengue

A ministra ressaltou que a vacina contra a dengue ainda não está disponível para toda a população, sendo aplicada prioritariamente em crianças e adolescentes de mais de dois mil municípios. Ela reforçou a importância da segunda dose para garantir proteção eficaz e pediu que os pais levem seus filhos aos postos de saúde.

O Ministério da Saúde tem investido em novas tecnologias para controle do vetor, como unidades para dispersão de larvicidas e o fortalecimento dos agentes de endemias. Além disso, o governo aposta na introdução da bactéria Wolbachia, que impede a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti.

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