MEC estuda uso de Inteligência Artificial na correção do Enem e admite ajustes na Educação a Distância
EDUCAÇÃO | Ministro Camilo Santana afirma que mudanças ainda estão em avaliação e garante que atuais estudantes não serão afetados
O Ministério da Educação (MEC) avalia a possibilidade de utilizar a Inteligência Artificial (IA) na correção das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em edições futuras. A informação foi dada pelo ministro Camilo Santana nesta quarta-feira (4), durante entrevista à Rádio Eldorado. Segundo ele, a tecnologia pode ser uma aliada na otimização do processo, embora não haja previsão de implementação imediata.
Para a edição de 2025 do Enem, as inscrições seguem abertas até a próxima sexta-feira, dia 6.
Na mesma entrevista, Camilo Santana também comentou sobre a Nova Política de Educação a Distância (EaD), apresentada pelo governo federal no dia 19 de maio. O texto determina que algumas graduações, como Medicina, Direito, Odontologia, Psicologia e Enfermagem, deverão ser ofertadas exclusivamente de forma presencial, proibindo a modalidade remota para essas carreiras.
A medida, no entanto, provocou reações de conselhos profissionais da área da saúde, que consideram que outros cursos também deveriam ser incluídos na regra de obrigatoriedade presencial. Camilo Santana afirmou estar aberto ao diálogo com as entidades e à possibilidade de ajustes na norma.
O prazo de transição para que as instituições de ensino se adequem à nova política é de até dois anos. O ministro fez questão de ressaltar que os estudantes já matriculados nas graduações afetadas pela mudança não serão prejudicados e poderão concluir os cursos conforme o modelo em que ingressaram.

