HABITAÇÃO | Atualizações passam a valer nesta quarta-feira e atingem diferentes faixas de renda do programa habitacional
As novas condições do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) entraram em vigor nesta quarta-feira (22), trazendo mudanças nos limites de renda familiar e nos valores máximos dos imóveis financiados. As alterações foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, responsável pela gestão dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Com a atualização, os tetos de renda mensal foram ampliados em todas as faixas do programa:
- Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
- Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
- Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
- Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000
Além disso, houve aumento nos valores máximos dos imóveis financiáveis nas faixas de renda mais elevadas. Na Faixa 3, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil — reajustes de 14% e 20%, respectivamente.
Para as Faixas 1 e 2, os valores máximos dos imóveis permanecem em R$ 275 mil. Já as condições de financiamento para famílias de menor renda foram aprimoradas, com redução das taxas de juros para até 4,50% ao ano.
Segundo o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, as mudanças ampliam o acesso ao crédito habitacional sem comprometer o caráter social do programa. “Temos mais alternativas para quem busca conquistar a casa própria, ao mesmo tempo que o programa preserva condições diferenciadas para as famílias de menor renda”, afirmou.
As novas regras reforçam a estratégia de ampliação do acesso à moradia, especialmente para a classe média, ao mesmo tempo em que mantêm subsídios e taxas reduzidas para as camadas mais vulneráveis da população.