Resolução aprovada pelo Diretório Nacional define critérios para distribuição de R$ 615,4 milhões do FEFC destinados ao partido nas eleições de 2026
O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma resolução que estabelece os critérios para a distribuição interna dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) entre os candidatos da legenda nas eleições de 2026. Pelo texto, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá aproximadamente R$ 127 milhões.
O valor corresponde a 20,64% dos R$ 615,4 milhões destinados ao PT no rateio do Fundo Eleitoral realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, o FEFC soma R$ 4,9 bilhões, distribuídos entre 30 partidos políticos conforme critérios previstos na legislação eleitoral.
De acordo com a resolução aprovada nesta sexta-feira (3), as candidaturas à Câmara dos Deputados concentrarão a maior parcela dos recursos do partido, com 43,06% do total, o equivalente a cerca de R$ 265 milhões. Em seguida aparecem as campanhas aos governos estaduais, que receberão 11,70% (aproximadamente R$ 72 milhões), as candidaturas ao Senado, com 10,08% (R$ 62 milhões), e às Assembleias Legislativas, com 8,13% (R$ 50 milhões).
O documento também reserva 6,40% dos recursos, cerca de R$ 39,4 milhões, para um fundo de contingência destinado a atender necessidades eventuais durante o processo eleitoral.
Critérios para distribuição
A resolução estabelece que todas as candidaturas majoritárias e proporcionais do partido poderão receber recursos do FEFC, observando prioridades definidas pela Comissão Executiva Nacional em conjunto com as instâncias estaduais.
O texto determina ainda que deputados federais, estaduais e distritais que concorrem à reeleição serão considerados prioridades na distribuição dos recursos. Um grupo de trabalho interno ficará responsável por consolidar as indicações apresentadas pelos diretórios estaduais e definir a destinação final das verbas.
Além disso, eventuais sobras de recursos, decorrentes de desistências de candidaturas ou ajustes na execução financeira, poderão ser redistribuídas pela Comissão Executiva Nacional do partido.
Divergências internas
Nos bastidores, a definição dos critérios para distribuição do Fundo Eleitoral gerou insatisfação entre parte dos pré-candidatos à Câmara dos Deputados. Parlamentares relataram preocupação com a possibilidade de diretórios estaduais priorizarem candidaturas ligadas a determinados grupos internos do partido.
A principal corrente interna do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), vinculada politicamente ao presidente Lula, também enfrenta divergências internas, segundo relatos de dirigentes da legenda.
Distribuição nacional
Na divisão geral do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Partido Liberal (PL) ficou com a maior parcela dos recursos, cerca de R$ 881 milhões. O Partido dos Trabalhadores aparece em segundo lugar, com R$ 615,4 milhões destinados às campanhas eleitorais de seus candidatos.
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