Rio Grande do Sul registra melhor desempenho em transplantes dos últimos quatro anos
TRANSPLANTES | Estado realizou 2.446 procedimentos em 2025, com crescimento de 8% em relação ao ano anterior e consolidação de trajetória ascendente
O Rio Grande do Sul encerrou 2025 com o melhor resultado dos últimos quatro anos na área de transplantes, alcançando a marca de 2.446 procedimentos realizados ao longo do ano. O número representa um crescimento de 8% em comparação com 2024, quando foram contabilizados 2.257 transplantes.
Os dados confirmam uma tendência de estabilidade e crescimento contínuo no período recente. Em 2023, o Estado havia registrado 2.258 transplantes, praticamente o mesmo volume do ano seguinte, enquanto em 2022 foram realizados 1.897 procedimentos — número significativamente inferior ao atual patamar.
Do total de transplantes efetuados em 2025, 778 foram de órgãos sólidos e 1.668 de tecidos. Os procedimentos envolveram 582 transplantes de rim, 129 de fígado, 32 de coração, 35 de pulmão, 1.024 de córnea, 235 de osso, 32 de pele, 282 de medula óssea e 95 de esclera, tecido fibroso que reveste o globo ocular.
No cenário nacional, o desempenho coloca o Rio Grande do Sul em terceiro lugar no ranking de transplantes renais, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Captação e perfil dos receptores
Os números da captação de órgãos também refletem o avanço do sistema. Em 2025, foram registradas 840 notificações, das quais 717 resultaram em doadores elegíveis e 276 em doadores efetivos. Entre os receptores, 60% eram homens, com predominância da faixa etária entre 50 e 64 anos, grupo que concentrou a maior parte dos 180 pacientes transplantados no período analisado.
Conscientização segue sendo desafio
Apesar do crescimento expressivo no número de transplantes, especialistas reforçam que a conscientização da população continua sendo essencial para ampliar ainda mais os resultados. No Brasil, a autorização para a doação depende exclusivamente da família, mesmo quando o desejo do paciente é conhecido.
De acordo com o coordenador adjunto da Central de Transplantes, James Cassiano, o avanço observado nos últimos anos está diretamente ligado a um maior entendimento da sociedade sobre a importância da doação de órgãos, aliado às campanhas institucionais de esclarecimento.
“Mesmo com esse avanço significativo, ainda é fundamental que as famílias se conscientizem sobre a importância da doação, pois esse gesto solidário possibilita salvar vidas e proporcionar uma melhor qualidade de vida a muitas pessoas”, destaca Cassiano.
Como funciona a doação de órgãos
Segundo o Ministério da Saúde, o processo de doação ocorre após a confirmação da morte do paciente. A equipe médica comunica a família, explica todas as etapas envolvidas e solicita a autorização. Com o consentimento, os órgãos e tecidos passam por avaliação, são preservados e encaminhados com urgência aos pacientes que aguardam na fila de transplantes.
A legislação brasileira estabelece que, em casos de morte encefálica, somente a família pode autorizar a doação. Podem ser doados coração, fígado, pulmões, intestino, pâncreas e rins, além de medula óssea e tecidos como córnea, pele, ossos e valvas cardíacas.
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